quarta-feira, 6 de março de 2013

Queijo do Marajó passa a ter certificação que permitirá a venda

Queijo do Marajó terá padrão de identificação. (Foto: Cristino Martins/Agência Pará) 
 
Queijo do Marajó terá padrão de identificação. (Foto: Cristino Martins/Agência Pará)
O queijo produzido com leite de búfala na região do Marajó, no estado do Pará, passará a obedecer a partir da próxima quarta-feira (06), a uma série de exigências e recomendações que irão permitir a venda local e em mercados consumidores de outros estados.
O Protocolo de Produção do Queijo do Marajó será entregue ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por representantes da Secretaria Estadual de Agricultura (Sagri) e a Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) em uma cerimônia no auditório do Hangar, em Belém. Após o parecer do Mapa e as adequações que possam ser feitas, o produto poderá ser comercializado em todo o território brasileiro.
A certificação descreve o processo produtivo e estabelece as normas a serem seguidas pelos produtores, entre elas a qualidade da água utilizada; o processo de ordenha de animais, já que o queijo é feito a partir do leite da búfala; as condições de higiene dos locais de produção; o transporte; o armazenamento e até a emissão de carteiras de saúde aos que trabalham diretamente no processo.
O protocolo objetiva regularizar a produção do queijo do Marajó e colocar em prática dispositivo da Lei Estadual de Produtos Artesanais (Lei 7.565, de 25/10/2011). Com a regularização e adequação às normas do Protocolo, o produtor de queijo do Marajó receberá um selo de origem para que o produto seja identificado geograficamente e possa ser comercializado em todo o Pará. Com o parecer do Mapa, o queijo do Marajó poderá ser comercializado também além das fronteiras do Estado.
Cadeia produtiva
Sagri, Sebrae e Adepará já iniciaram a capacitação dos produtores artesanais. A cidade de Soure, no Marajó, deverá ser o polo das ações a serem desenvolvidas em parceria com os produtores. O órgão responsável por receber as propostas dos produtores e indicar as adequações necessárias para cada negócio é a Adepará.
“A Adepará agora terá o papel fundamental de legalização e regularização de todos os estabelecimentos que têm produção artesanal, começando com o queijo do Marajó. Estamos trabalhando e montando agendas de trabalho para que possamos certificar e legalizar os produtores o mais rápido possível”, explica Sálvio Freire, diretor operacional do órgão.
Os interessados em obter a certificação do seu produto devem dar entrada com um pedido formal junto à Agência. Já o Sebrae irá atuar na estruturação do projeto de qualificação dos produtores do queijo do Marajó.

G1

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