quinta-feira, 29 de julho de 2010

TSE sinaliza com envio de forças federais


Se depender do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos os municípios paraenses que solicitaram o reforço das forças federais para a segurança nestas eleições deverão receber o apoio pedido. Segundo o ministro Enrique Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, que esteve ontem em Belém, as solicitações são “pertinentes”.Um total de 105 municípios paraenses pediu apoio das forças armadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em sua maioria o Exército, para garantir a segurança no dia do pleito eleitoral de outubro. A requisição é feita pelo juiz eleitoral do município ao TRE do Estado, que encaminha ao TSE, instituição responsável por acatar ou não as demandas.


“Nós recebemos os pedidos de Força Federal da Justiça Local, analisamos a pertinência e transmitimos isso ao Ministério da Defesa”, disse o ministro.Lewandowski afirmou ainda que o TSE tem recursos para bancar com o envio das tropas ao Pará. “Nós temos no orçamento verba suficiente para arcar com a mobilização e o transporte das forças em todo o território nacional, onde se faça necessário”, garantiu. Neste caso, o TSE tem até 30 dias antes das eleições para se manifestar.De uma maneira geral, os pedidos de apoio são feitos por municípios que historicamente apresentam conflitos durante o período das eleições. Entre os municípios que fizeram a solicitação para este ano estão Igarapé-Miri, Cachoeira do Arari, Bragança, Viseu, Altamira e Itaituba.

VISITA - Orimar Barbosa, 30 anos, é vigilante da escola Silvio Nascimento, uma das duas únicas zonas eleitorais da ilha do Combu. Morador da ilha do Maracujá, ele relata as dificuldades enfrentadas pelos moradores das ilhas, a dez minutos de barco da capital, para conseguir votar. “Na última eleição, a urna da nossa zona lá na ilha queimou e demorou duas horas para o funcionário ir buscar e chegar com a outra”. Em conversa com o DIÁRIO, Orimar também exemplifica a falta de comprometimento político das populações ribeirinhas, dificultada pela falta de energia e de comunicação com os candidatos. “Como a ilha do Maracujá pertence ao município do Acará, a maioria da população vota nos candidatos do prefeito de lá”, diz. “Não lembro de nenhum outro candidato visitar as nossas ilhas. A gente pouco conhece sobre eles”.

MUDANÇA - É essa realidade que a justiça eleitoral quer mudar, e que trouxe à Belém, ontem, o ministro Enrique Ricardo Lewandowski, presidente do TSE. É a primeira vez que um representante maior das instâncias eleitorais visita o Estado para conferir como o Tribunal Regional Eleitoral está se preparando para as Eleições Gerais de 2010.Mesmo sofrendo com o calor paraense, Lewandowski visitou o Combu e conheceu a infraestrutura da seção localizada na escola municipal Silvio Nascimento, onde votam 337 eleitores. O presidente esteve ao lado do presidente do TRE do Pará, desembargador João Maroja.Ele afirmou que as distâncias geográficas não serão barreiras para a celeridade na apuração eleitoral. “Vamos trabalhar mesmo nas localidades mais longínquas do país. Temos urnas movidas à bateria ou com geradores e estamos privilegiando a transmissão via satélite”, garantiu. “Inclusive os moradores do Combu poderão ter seus votos computados antes mesmo de outros estados como São Paulo”.Para o ministro, o Brasil é o país mais avançado no sistema eleitoral. “Nós temos quase 136 milhões de eleitores e conseguimos computar todos os votos poucas horas depois de ser computada a última urna”.A movimentação de autoridades engravatadas pela ilha não foi o bastante para chamar a atenção de Paulo Cezar, 28 anos, que mora às margens do igarapé do mesmo nome. Sobre sua preferência eleitoral, ele denota novamente desconhecimento. “Escolho o candidato na hora. Quem eu ver no dia que é bom eu voto”. (Diário do Pará)


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